Wellington Menezes de Oliveira, o assassino de 11 crianças na escola do Rio de Janeiro, deixou uma carta em que faz exigências absurdas e passa instruções de como deve ser sepultado o corpo dele.
Fala ainda em pessoas impuras que não poderão tocar o seu corpo, como se o assassino de 11 crianças a sangue frio fosse uma pessoa pura.
Wellington Menezes de Oliveira ainda demonstra traços de fanatismo religioso na carta que deixou após o assassinato das onze crianças. Confira trecho da carta a seguir:
"Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna"
Na segunda parte da carta, Wellington Menezes de Oliveira diz que deixou uma casa que deverá ser utilizada para alguma fundação que cuide de animais:
"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi"
Ou seja, com leitura atenta da carta é possível perceber que Wellington Menezes de Oliveira, quer ser tratado como um mártir depois de morto e pretendia ser lembrado como alguém que fez coisas boas, como por exemplo, pregando a palavra de Deus e deixando a casa para virar uma instituição de proteção aos animais.
Mas a sociedade não pode deixar que isso aconteça, pois um lixo humano como este assassino de onze crianças não merece nem enterro, o correto seria deixar o corpo dele apodrecer ao relento e botar fogo na casa que ele tanto pede que seja deixada para proteção dos animais.
Infelizmente, após a morte covarde de seus filhos, os pais das crianças brutalmente assassinadas no Rio de Janeiro ainda têm que ver esta carta absurda deixada por Wellington Menezes de Oliveira.
W. Navarro