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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Brasil, uma caricatura de país



Viver num país em que é possível andar nas ruas com segurança a qualquer hora do dia ou da noite.
Viver num país em que a saúde pública funciona, tendo atendimento de qualidade, sem filas para atendimento, sem ter que esperar anos para um tratamento, sem tem que pagar imposto por medicamentos.
Viver num país em que a educação é de qualidade, em que os professores são respeitados e bem remunerados, um país em que as escolas públicas tem estrutura e os professores trabalham por prazer. Um país em que não existe motivo para pagar escola particular para os filhos, pois a pública não deixa nada a desejar.
Viver num país em que criminosos pagam pelos crimes, um país em que o crime não compensa. Um país em que a polícia age realmente e que o poder judiciário é efetivo, combatendo impunidade e aplicando a legislação seja contra quem for.
Viver num país em que o respeito vem antes da crítica, em que o diferente é aceito, em que comportamentos não são impostos.
Viver num país em que o dinheiro dos impostos retorna para quem pagou e não fica 90% nas mãos dos corruptos.
Viver num país em que cada cidade ou região tem o direito de escolher suas próprias leis, bem como a aplicação dos recursos em prol da comunidade local.
Pois bem, este país é possível, e por incrível que pareça, aqui mesmo no Brasil, mas este país não é o Brasil.
O Brasil como está é um país continental, porém, dentro de seu imenso território coexistem inúmeros povos diferentes, com culturas, climas e tradições, um país impossível de ser governado por um único governo centralizado.
O Brasil como está é terreno fértil para a corrupção, pois se trata de um país imenso cujo controle dos impostos de 200 milhões de habitantes é feito num único lugar e a divisão atende mais aos interesses dos governantes do que às necessidades e reivindicações da população.
O sistema de governo brasileiro, além de não atender aos anseios da população, foi arquitetado de forma errada, pois quem tem o dinheiro (união) não sofre com as necessidades da população, e quem está em contato direto com a população e com as dificuldades do dia a dia (municípios) não tem o dinheiro.
Alguns diriam neste ponto, basta mudar a forma de distribuição e administração do dinheiro.
Ouso discordar, pois não basta apenas isso, já que este não é o único problema do país.
Como já dito, o Brasil é composto de povos muito diferentes entre si, diferenças estas que se fazem evidentes em todos os momentos, com união apenas em parte pela língua, pois até mesmo no português falado numa ou noutra região é idêntico, situação vivenciada por em que este que escreve, já que teve dificuldades para entender o português falado no nordeste brasileiro.
Diante de todo o exposto, creio que a única forma de viver num país que de orgulho para seus habitantes (orgulho maior que o futebol e o carnaval dão para alguns), seria a divisão do Brasil de acordo com a vontade de seus diferentes povos.


Já existem em franco crescimento vários movimentos separatistas com destaque para o movimento sulista, que visa formar uma nova pátria nos atuais territórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além deste movimento, que ao meu ver é o maior, existem movimentos para separar São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul e alguns outros que posso não ter conhecimento.
Tantos movimentos só podem traduzir uma coisa, a crescente insatisfação dos diferentes povos do Brasil com o país que não lhes dá nada, pois só retira tudo o que pode por meio de impostos, taxas, tarifas, e não dá nenhum retorno para os cidadãos.
Neste ponto é possível se ressaltar que a insatisfação não é apenas tributária, mas sim generalizada, pois eu não moro e não me identifico em nada com o “País do Carnaval”, sou sulista e não gosto de Axé, Pagode, Carnaval, não torço para os times de futebol de São Paulo ou do Rio de Janeiro, não gosto de calor, não me vejo representado pela Seleção de Futebol do Brasil, não gosto do “jeitinho Brasileiro”, se faço algo é bem feito.
Imagino que assim como eu diversas outras pessoas não se veem representadas por esta caricatura de país chamada de Brasil, não consigo imaginar um nordestino bem integrado à cultura do Sul, assim como não vejo um sulista integrado plenamente à cultura do Norte ou nordeste. Não vejo um sulista sequer integrado à cultura do Rio de Janeiro.
Mas as diferenças não param por ai, pois o próprio sistema legal não é capaz de atender da mesma forma a todas as regiões do Brasil, pois um comportamento criminoso não atende com igualdade a um carioca ou paulistano e uma pessoa do interior de Minas Gerais, da Bahia, do interior da Amazônia ou do Sul.
Não dá para comparar um adolescente de 16 anos que cresce na favela entremeio a guerra de traficantes com um adolescente de 16 anos que cresce numa cidade pacata com 4 ou 5 mil habitantes, é óbvio que não podem ser tratados da mesma forma, mas o sistema legal brasileiro é o mesmo para todas as situações descritas acima e a população é tratada da mesma forma no Brasil.
Feitas todas estas colocações, reitero meu posicionamento de que a única saída do Brasil é a permissão para que todos os seus povos formem nações autônomas de acordo com a vontade de cada população.
Só assim este gigante aglomerado de povos permitirá que as pessoas que nele vivem por imposição possam se realizar plenamente como cidadãos.



W. Navarro

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Fiscal de Cú - Silas Malafaia



Não acreditei quando vi a repercussão que está dando a propaganda do Boticário, simplesmente por abordar as diversas formas de conformação familiar, inclusive os homossexuais.
Não consegui ver nada de absurdo na propaganda em si e muito menos da resposta do Boticário, mas vi algo extremamente absurdo nas declarações de pseudomoralistas que tentam de todas as formas imagináveis controlar a vida privada das pessoas.
Exemplo maior da abominação que isso representa é a tentativa de "boicote" dos religiosos contra as empresas que apoiam a causa LGBT, como se isso fosse impedir as pessoas de viver sua vida livremente.
Chega a ser ridícula tal tentativa de boicote, pois as mesmas pessoas que afirmam que não irão comprar produtos do Boticário por conta do apoio à causa LGBT são as primeiras a postarem seu descontentamento no Facebook, ou Twitter, por meio de seus computadores Apple, muitas vezes tomando sua Coca Cola, chega de hipocrisia.
Estas são só algumas das empresas que apoiam abertamente a causa LGBT, portanto, se você vai boicotar as empresas que apoiam esta causa, volte para a idade média, saia do Facebook, do Twitter, não tome produtos da Coca Cola, não tenha conta no HSBC, Itaú, Citi, não utlize cartões de crédito, entre outros.

E o mais importante, pare de fiscalizar o cú alheio, o que entra ou sai do cú dos outros não é da sua conta, deixe que as pessoas sejam felizes como quiserem, pois eu penso assim, o que não atrapalha a minha vida e nem a vida dos demais não me diz respeito.
O mundo seria um lugar muito melhor se cada um cuidasse da própria vida, principalmente se não fosse proibido o que não afeta em nada a vida dos demais.
Certa vez vi um vídeo em que um questionamento interessante me chamou a atenção, o sujeito disse que se o casamento entre homossexuais fosse liberado a vida dele não mudaria em nada, pois ele não se casaria com outro homem só porque é liberado. Penso da mesma forma.
Na minha humilde opinião, o único motivo plausível de uma pessoa tentar impedir o casamento homossexual é uma vontade irresistível que ela deva ter de casar com alguém do mesmo sexo e o único impedimento para ela concretizar essa vontade é a proibição do casamento homossexual.
Como alguns devem desconfiar, sou extremamente favorável à liberação do casamento homossexual, mas não vou me casar com um homem se ele for liberado. O casamento homossexual não vai destruir o meu casamento, pois não tenho vontade de casar com outro homem.
Será que é difícil de entender que o que as outras pessoas fazem ou deixar de fazer da vida delas sem interferir na vida dos demais não nos diz respeito?
Por isso abomino os "fiscais de cú", e principalmente esse sujeito chamado de Silas Malafaia, este sim deve ter uma vontade incontrolável de casar com outro homem.

W. Navarro

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Greve hipócrita



Sei que serei muito criticado por este texto, mas não posso deixar de expor minha opinião a respeito do crescente movimento grevista que se insurge no Brasil, pois é algo que atrapalha a vida de todos os cidadãos e que se estrutura a partir de interesses escusos dos líderes dos movimentos.
Pois bem, como já disse, o movimento grevista prejudica a toda a população, porque para com serviços básicos de transporte, educação, saúde entre outros, atingindo o direito de ir e vir dos cidadãos de bem e coloca em risco a integridade física e material de todos.
É óbvio que existe um caráter reivindicatório por trás do movimento grevista, porém, é mais óbvio ainda que as verdadeiras razões do movimento não são a defesa dos interesses das categorias, mas sim o interesse de gerar o caos e dar sustentação à corrupção que impera em nosso país em todas as esferas.
Basta uma breve análise do movimento grevista para se perceber o cunho fortemente político alinhado às Centrais Sindicais, aos Movimentos “sociais” e ao Partido dos Trabalhadores, que infelizmente ainda está no comando da nação.
O Curioso é que mesmo com a enxurrada de denúncias e provas de que a crise pela qual passa o país é alimentada pela corrupção absurda praticada pela nossa classe política, os movimentos que apoiam o atual movimento grevista não estavam nas ruas, o que nos leva a crer que estão de acordo com toda a roubalheira que deixa até mesmo os irmãos Petralhas perplexos.
Curioso também é que nos movimentos grevistas se vê um mar vermelho e nenhuma bandeira do Brasil, o que pode significar que a “esquerda” grevista não está alinhada com os interesses da nação e muito menos preocupada com os interesses dos trabalhadores que estão sendo usados como fantoches na greve de fundo socialista.
Diante dos fatos não restam dúvidas dos interesses partidários envolvidos no movimento grevista que está eclodindo, principalmente por parte dos professores que, segundo a formação que possuem deveriam estar mais atentos para não serem usados da forma que estão.
Neste ponto cabe um parênteses, pois os professores estão nas ruas brigando por melhores salários, porém, ninguém vê nas ruas os professores das universidades e escolas particulares, cuja excelência da educação é indubitável e reconhecida por toda a população.
Será que estes profissionais não tem problemas salariais? Será que estes profissionais não tem sindicato que os represente? Ou será que estes profissionais são bem remunerados por conta de sua competência e capacidade profissional?


Acredito mais na última opção, pois num país como o Brasil, o bom profissional sempre será bem remunerado e o mercado de trabalho sempre estará de portas abertas para acolhê-los, podendo inclusive o bom profissional exigir o salário mais adequado à sua formação e capacidade.
Eu vivo num país em que o bom profissional é disputado, recebendo cada vez melhores salários e regalias, enquanto vivo no mesmo país em que um bando de baderneiros vai atrás de sindicatos em greves sem fim para atentar contra o bom funcionamento do país.
Quero deixar claro neste ponto que não estou defendendo partido político A ou B, pois nenhum dos atuais partidos políticos defende os interesses dos cidadãos de bem, estou sim tomando partido dos bons profissionais, pois chega de hipocrisia.
É certo que grande parte dos profissionais do serviço público passa num concurso e se acomoda com a desculpa da “estabilidade”.
Todo mundo vê, mas poucos têm a coragem de falar que grande parte dos servidores públicos só quer saber de melhorar o salário, mas se esquecem de melhorar como profissional, se esquecem de desenvolver seu trabalho com excelência, vide a péssima qualidade do ensino público, vide a péssima gestão pública em todas as esferas e a péssima qualidade de qualquer serviço público.
Mais precisamente com relação à educação, vejo escolas com estruturas fantásticas, plenas condições de trabalho para os professores, mas com professores péssimos e justamente estes são os primeiros a encabeçar os movimentos grevistas.
Vou retratar uma situação que aconteceu comigo, certa vez minha filha com 9 anos na época pediu para eu ir na escola reclamar com os professores porque ela não aguentava mais brincar, ela queria aprender um pouco.
O que fiz foi trocar minha filha de escola e, acreditem se puderem, alguns meses depois deste triste episódio estourou uma greve dos professores e, curiosamente, os então professores de minha filha que não tinham capacidade nenhuma de ensinar estavam encabeçando a greve.
Agora pergunto, que legitimidade este tipo de professor tem para fazer greve? Acho que estes profissionais deveriam é ser demitidos imediatamente do serviço público por conta da absoluta incompetência, mas não, eles tem “estabilidade”, são pós graduados, possuem mestrado e afins, e não tem competência nenhuma para estar numa sala de aula, servem apenas e tão somente para “fazer greve”, reivindicar valorização profissional. Mas que valorização? Se não tem competência nem para fazer o próprio trabalho.

Desculpem o desabafo, mas enquanto a greve tiver apenas caráter político ou for encabeçada por profissionais que só querem “mamar nas tetas” dos nossos impostos, lutarem com todas as minhas forças contra os movimentos grevistas hipócritas.

W. Navarro

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Transfira os problemas



No mundo moderno as pessoas estão cada vez mais estressadas, cada vez mais guardando para si os problemas, mesmo quando provocados por abusos de outras pessoas.
Pois bem, a ideia deste texto é a de transferir os problema, pois normalmente quem provoca o problema não sofre suas consequências e quem nada tem a ver com a história acaba sendo o maior prejudicado.
Um exemplo é os tais “Carros com som alto”, pois quem está curtindo a festa, bebendo, se divertindo não sofre os problemas advindos de seu abuso, porém, quem está perto, quem está tentando descansar, dormir ou seja lá o que for é que sofre as consequências, mesmo sem ter colaborado em nada para criar o problema.
Outras situações ocorrem no dia a dia, no ambiente de trabalho, na escola, entre a família, entre outros, pois sempre tem alguém que está muito bem e que, muitas vezes, não percebe que está causando dificuldades ou atrapalhando a vida dos demais. Em alguns casos o ato é proposital, mas que mesmo prejudicando os demais cria alguma vantagem ou facilidade para o autor do fato.
Pois bem, uma das saídas é a de Transferir o problema, ou seja, inicialmente falar com a pessoa que está causando o dano e demonstrar que aquilo está lhe prejudicando.
Muitas vezes apenas isso não basta, mas já é o primeiro passo para se transferir o problema e resolver grande parte dos infortúnios do dia a dia.


Normalmente quem fala que está sendo prejudicado acaba sendo taxado de chato, de arrogante ou de insensível, mas como não colaborou em nada para o surgimento da situação danosa não é justo sofrer as consequências.
Em muitas oportunidades o causador do dano se mostra ofendido, diz estar sendo perseguido, porém, para a convivência pacífica em sociedade o primeiro passo é o respeito mútuo, que se não for observado torna a convivência extremamente insuportável, pois como seria um mundo em que ninguém respeita os limites e espaços de seu semelhante.
Sei bem que é extremamente difícil adotar este comportamento de limitar os abusos limitando os atos dos semelhantes, mas posso afirmar com base em experiência própria que a partir do momento em que você começar a transferir os problemas para os verdadeiros causadores dos danos sua vida vai melhorar muito.

Sua vida melhora porque você não vai mais precisar fingir estar tudo bem para agradar apenas as outras pessoas, você não vai mais precisar tolerar comportamentos que te irritam, você vai poder trabalhar melhor, vai viver melhor, vai descansar melhor, pois a partir do momento que você transfere o problema, deixa de se preocupar com aquilo e, consequentemente, passa a se preocupar com o que realmente interessa, Você.
W. Navarro

terça-feira, 19 de maio de 2015

Brasil sem estrutura - Rodovia em estado deplorável



A cada dia que passa vemos que o Brasil está cada vez com menos estrutura, seja em saúde, educação, segurança, infraestrutura.
Ao mesmo tempo vemos a todo momento notícias de utilização de dinheiro público brasileiro para obras gigantescas de infraestrutura em outros países como Cuba, Venezuela, Equador, entre outros, as obras vão desde portos, metrôs, rodovias, usinas hidroelétricas dentre outras.
Seria plenamente aceitável a realização destas obras caso o Brasil possuísse o mesmo nível de desenvolvimento da Alemanha por exemplo, porém, a realidade é outra, pois o nível de desenvolvimento do Brasil é péssimo, falta tudo, e a justificativa sempre é a falta de recursos.
Neste ponto é de se perguntar, se faltam recursos para tudo, por que o Brasil financia obras em tantos outros países?
O vídeo a seguir mostra o estado de uma rodovia no Mato Grosso, esta rodovia é a principal rota de ligação para o Município de Alta Floresta e é por onde escoa a produção de todo o "nortão" do Estado de Mato Grosso.


A carne que vai para a mesa dos brasileiros sai em grande parte desta região e tem que passar pela rodovia retratada no vídeo a seguir, veja e tire suas próprias conclusões:


W. Navarro

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